segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

aos anos.




talvez seja a propensão pelas temidas rugas ou até mesmo pela responsabilidade adquirida conforme os anos; o medo sempre é insistente - age de forma amena e maliciosa - mas não tem escapatória.
ooras!
quantos amores puros e forjados;
quantas amizades passageiras e eternas;
quantos animais amavéis adquiridos.;
quantas cidades conhecidas e desconhecidas;
festas; bares; doses de tequilas e rodadas de poker.
há muito o que viver ainda, mas o que foi vivenciado é o supra-sumo da felicidade.
os anos adquiridos com graça e ternura; me deixaram muito mais mulher.
talvez seja pelo crescimento - automático ou não - ou ainda, pelo receio de sempre permanecer o que é.
as mutações são invejáveis; as diferenças passaram a ser expectativas; tudo poderá acontecer; mas há sempre de ser tudo muito mais delicioso.

sem palavras.







hoje estou de poucas palavras - talvez pela melancolia momentânea, ou até mesmo a preguiça resistente.
as mutações deixaram de ser corriqueiras; os excessos passaram a ser limitados. passei a me apegar nas coisas mais simples; e a cortejar as madrugadas solitárias - o silêncio da noite me deixou muito mais humana e serena.
- me deixou renovada. -
os sorrisos estão mais fáceis de surgir; as conversas mais fáceis de fluir; os abraços passaram a ser mais ternos; e a vida - finalmente, passou a ser mais doce.
é como se todo o transtorno que há dias me assolava aos poucos, deixasse de ser uma grande tempestade e passasse - não sei como - para uma delicada brisa.
quero tudo se vá com a louca tempestade; já não há mais palavras; mas que permaneça apenas as delicias da vida.
que permaneça apenas as minhas delicias.

sábado, 23 de janeiro de 2010

O que se leva da vida é a vida que se leva



Tudo que tenho é tudo que preciso.
Não quero mais, nem menos.
Quero uma malandragem aguçada e uma cerveja bem gelada para me deliciar.
Não me leve a mal, mas as manifestações de dupla personalidade me excita tanto quanto um bom charuto cubano. Então, seja o que você quiser e quando quiser... fique a vontade! te acompanharei como se fosse mais uma das aventuras insanas; juro que me adapto até com os possíveis ataques esquizofrênicos.
Quero poder ter de tudo um pouco; quero poder ter tudo que me for preciso.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

as verdades não ditas.



Eu não quis nada além do que você podia me oferecer. Eu não ofereci nada além do que podia lhe dar.
Eu não queria ser nada além do que eu realmente era. Eu não queria que você fosse nada além do que poderia ser para mim.
Eu me encontrei e me perdi em você tantas vezes, que nem sei ao certo quem você foi para mim, e quem fui para você.
Eu queria cumplicidade. Eu queria a verdade. APENAS.
Não queria muito e nem pouco.
Queria o respeito. Queria o equilíbrio.
Tudo se perdeu tão rápido que me assustei no começo. Juro que fiquei horas, dias e meses, pensando - imaginando, o quanto eu não conhecia da sua força.
A sua força para lutar, para mudar, para se adequar e para tantas outras coisas que em tanto tempo ao seu lado, eu realmente não conhecia.
Sim, eu fiquei perplexa e parei no tempo.
Eu não podia respirar.
Era como se não eu sentisse os meus pés correndo ao ar livre; era como se eu não sentisse os meus lábios ao beijar um estranho após tanto tempo; era como se eu não me sentisse; era como se eu não pudesse mais te sentir.
Eu apenas parei, porque eu já não podia mais respirar.
Na realidade o que eu queria era apenas uma explicação, mas no fundo eu sabia - e sei -, que há certas coisas na vida que, simplesmente, não tem explicação. E mesmo imaginand as milhares de explicações que poderiam ser me dadas, acredito que nenhuma delas iriam mudar o rumo de tudo.
Na verdade, tudo isso me fez perceber o quanto eu tinha medo de arriscar.
Em tantos momentos tive medo de agir pelo simples fato de não saber se iria aguentar as consequencias...
É, eu tive medo de agir e te perder de mim; eu tive medo de agir e te ganhar de vez para mim.
E tudo isso me arrepiava. Deixava minha alma aflita desde quando abria os olhos pela manhã - mesmo não tendo dormido a noite toda.
Sim, eu me perdi como nunca, mas de algum modo aprendi a voltar respirar; e pretendo continuar respirando por muito mais tempo.
Mesmo com as verdades não ditas nos momentos oportunos, eu preciso continuar respirando -, eu vou continuar respirando. E todas essas verdades não ditas que há tempos eram tão relevantes, hoje talvez pela indiferença - tanto minha quanto sua -, acabaram de uma vez, se tornando insignificantes. E palavras - ou sentimentos, - insignificantes, não devem ser citados.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

como nos velhos tempos.

Como as rotinas foram alteradas - para melhor, é claro - acabei nem me espantando ao me sentar em um daqueles bares 'chinfrim'; onde sinceramente tem a cerveja é a mais gelada, o pastel o mais gostoso e a companhia mais animada.
Nem ao menos o sol tinha ido embora, o calor - como sempre - era sufocante. E eu lá, sentada, pensando em como a vida muda de sentido e de rumo. A cena era parecida como nos velhos tempos, onde eu ainda permanecia ao lado das pessoas que de alguma forma eu tinha certeza que sempre estariam - e por sorte ou alguma coisa do gênero - é claro, que lá estavam.
É tão estranho você estar ao redor de tanta gente e não sentir falta de mais nada, é maravilhoso se sentir saciada com tamanha amizade e ternura. É como se o processo de cura - ou seja lá o que for - fosse finalmente estabelecido. É como se tudo começasse a encaixar e nada mais faltasse - nadinha mesmo!
É tão estranho admitir que de certa forma, tudo parece estar certo - mesmo depois te tantas turbulências e incertezas. Tudo parece fluir...
Os desejos estão mais sensatos e reais, mas é evidente que na vida nem tudo sai de acordo com os desejos, mas não é por esta razão - ou outras - que a vida não me deixa muito mais doce e excitante.
Ainda não entendo porque - e acho que nem quero ententer - mas adoro as incertezas dos meus desejos; é muito mais afrodisíaco.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

as notáveis diferenças.

Sim, é claro que a vida nos proporciona as diversas opções para escolhermos o melhor jeito de viver.
É uma delicia viver a vida do nosso jeito - é mesmo. E vivendo deliciosamente assim, que reparamos as pequenas diferenças entre algo pequeno - realmente, pequeno - mas que transformam - com toda simplicidade - as pequenas diferenças em enormes.
Por isso, entenda - e não confunda.
Não confunda parceria com amizade.
A parceria pode acabar quando o objetivo desaparecer; a amizade persiste entre os milhões de objetivos que ainda possam surgir.
Não confunda euforia com alegria.
A euforia se esgota quando não houver mais motivos; alegria se estende por muito tempo, mesmo sem motivos.
Não confunda franqueza com sinceridade.
A franqueza será dita em momentos próprios; a sinceridade será dita nos momentos próprios e impróprios.
Não confunda acerto com vitória.
O acerto se dá por sorte ou não; a vitória se dá por sorte e perseverança para triunfar.
Não confunda ser bom com generosidade.
Ser bom se limita a interesse ; o generoso se objetiva a ser nobre.
Não confunda astuto com habilidade.
O astuto é contruída por manhas; a habilidade é construída por capacidade e inteligência.
Não confuda paixão com amor.
A paixão é estabelecida momentâneamente; o amor se constrói por diversos momentos de paixão.

Não se deixe levar por pouca coisa.
As diferenças são pequenas mas trazem muitas diferenças.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Aumentar o espírito e encorajar o coração.

Sinta-se a vontade.
Não faça perguntas bobas por que isso é de enlouquecer qualquer um - até os providos de paciência não gostam.
Deite sobre a grama, ainda gélida pela noite suavemente solitária - não tenha medo.
Respire fundo e observe.
Observe que nem tudo nada vida é como deveria ser. Sim, é claro que não devemos excluir o instinto que usamos para encorajar a cada dia o coração, mas, devemos ter a consciência que a realidade é mais próxima de nós, quanto os nossos turbilhões de sonhos.
Abra seu coração.
Almeje fervosamente o avivamento diário do espírito.
Se permita! Tenha como objetivo aprimoramente contínuo de uma personalidade estável.
Faça com que tudo vale a pena.
Não se arrependa das coisas que foram feitas.
Não se aflija com as coisas que serão feitas.
É... gosto das coisas mais simples; danço as danças mais esquisitas; entendo o mais insensível; divirto com as maiores bobagens; e sofro pelas maiores besteiras.
Não me permito explicar - Não me permito entender.
Sento, sinto e escrevo - Não na mesma ordem mas nas mesmas proporções.
O que mais quero!?
Poder querer o que eu quiser!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cartao ao amor.

Olá, tudo bem?!
Talvez não entenda de inicio o porque estou lhe escrevendo mas é um hábito criado há um certo tempo para expressar qualquer tipo de sentimento quando me encontro um tanto quanto sufocada.
Bem, há certo tempo nos encontramos e você não me disse nada - apareceu do nada como desde o começo - e isso até hoje me deixa irritada.
Sei, que você as vezes não tem culpa - se tiver, também não me importo - mas, queira demorar para chegar da próxima vez, por gentileza?
Não é que não gosto de estar contigo.. mas é que o nosso colega - o coração - já está bem cansado de sempre que você vai embora, limpar toda a sujeira que acaba deixando para trás; por mais que não seja sua culpa, entenda que há mágoas que simplesmente não deixam de existir.
Sim, estou só lhe escrevendo pois ainda não estou sentindo sua falta... Mas daqui um tempo talvez eu tenha a necessidade de te olhar de longe; mas por enquanto: não, por favor.
É evidente que tens irritado comigo nos últimos tempos, afinal, quando passa por mim não o vejo mais como um grande amigo - os meus sentimentos são tão mutantes quanto os seus quando se encontra com a paixão pelo caminho.
Não quero que me leve a mal...
Nesse período que você foi embora, acabei adquirindo uma certa intimidade com os destilados; eles passaram a me deixar muito mais avivada.
Me perdoe por qualquer coisa; mas é que ainda nada mais importa.

Um beijo enorme,

Indiferença.


ps. Não me esqueça.

tenha dó.

Não é porque não te vejo ou por que não te beijo é que deverá ser assim... Não ignore o verdadeiro significado das coisas.
~
Não ria de algo que não seja realmente engraçado.
Não sorria de algo que não seja realmente agradável.
Não sinta de algo que não seja realmente sensato.
Não sinta falta de algo que não tenha falta.
Não fale algo que não deveria ser dito.
Não ame algo que não vale a pena ser amado.
Não sinta; não pense; não fale. Deixe ser como está...
É tão bom não fazer sentido - é tão bom ser sem sentido.
Não ignore os sentidos das coisas que a vida lhe oferece.
Não me ignore.

boanoite.

O sono já não é tão companheiro como antes.. talvez seja a vida difícil com que ando tendo, ou ainda, a ociosidade que já se tornou hospedeira assídua que me deixam levemente excitada.
O relógio já não anda como nos dias normais de uma quinta-feira cansativa.
Deixe as coisas fluirem; as confissões feitas gradativamente são as mais sinceras e sensatas. Não force nada; as coisas providas de espontaneidade causam mais impactos do que as milimetricamente detalhadas.
Não procure me entender. Não procure minhas explicações.
Faço o que quiser e quando quiser. Não é por você e nem por ninguém que irei alterar meus planos - se isso acontecer muchacho, sinta-se levemente privilegiado - a vida que levo, me deixa delicadamente cada vez mais realista.
Sento para escrever e esqueço do mundo; o mundo que agora vejo não é tão bonito após umas boas doses de tequila.
Preciso dormir; quero fechar os olhos e sentir a anestesia deliciosa que me leva embora por algum tempo.. Já não é tão bom estar acordado.
Olhe para mim; me dê um bom beijo - bem excitante - e durma.
Boa noite meu bem.

domingo, 3 de janeiro de 2010

me diga.

Sim, eu posso ser o que você quiser que eu seja - Ultimamente estou me permitindo.
Posso ser cada dia de um jeito, posso fazer cada dia de um jeito; eu posso ser o que eu quiser.
Posso ser boa demais para viciar;
posso ser ruim até querer muito mais de mim;
posso ser divertida durante horas.

Quero poder tocar seu coração;
Quero poder rir de você até enjoar;
Quero as massagens que faça me arrepiar da cabeça aos pés.

Preciso de sentimentos...

Quero um abraço forte me faça sentir falta de ar;
Quero um beijo insinuante que dure a noite toda;
Quero sentir saudade até apertar o coração.

Preciso me apaixonar...

Quero me adaptar a você cada dia.
Posso ser o que você quiser.
Me diga o que quer e eu serei.
Sem mais e sem menos - Faço seu gosto, com gosto.
Só me diga o quer quer de mim e eu serei para você.

sábado, 2 de janeiro de 2010

tudo novo. - sem nada.

Sem riso, sem histórias, sem palavras, sem gestos, sem nada.
Quero tudo novo; tudo outra vez.
Não me canso de tentar - a busca pela felicidade nos leva a lugares de formas improváveis.
Não quero nada repetido, nada que faça a me retomar ao passado.
Gritei como nunca havia gritado antes - é uma delicia extravasar - Gritei para assustar toda má sorte, para que assim a felicidade não se acanhe ao se aconchegar mais sobre mim.
É uma delicia ter a felicidade afagando o rosto aos domingos entediosos.
É magnífico poder recomeçar.
Quero tudo novo de novo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

perdoai.

Talvez seja o espírito de renovação que é bem comum nesta época do ano, ou ainda, apenas a decisão de inciar o ano fazendo tudo bem diferente.
Os primeiros instantes do primeiro dia do ano iniciou de forma espontânea e alegre.
O ano acabou indo embora rápido demais - muito mais do que havia imaginado.
Sim, é evidente que todos os santos estão bem ocupados nesta época pelas mais diversas promessas - quase nunca cumpridas - mas ironicamente me deparei com uma palavra que ao menos para mim tomo como contraditória e divino - perdoar.
Foi dessa forma - e entre outras - que fiz uma promessa - não para os santos mas para mim - sim, irei perdoar.
Por mais que seja muito dificil, estranho, stressante e contraditório o ato de perdoar; é muito melhor deixar se levar pela facilidade em se viver/estar bem - mesmo podendo doer, comover, judiar... Não sentir 'culpa' quando tudo se for é fantástico.
Me dê um beijo.
Me abrace.
Tome meu perdão e vá. - Vá, pois já não me encanto com as poucas coisas -
Tome meu perdão.