quarta-feira, 20 de outubro de 2010

eu me vou.

cruzei as pernas e esperei.
esperei o tempo passar e levar todos os momentos. pensamentos. sentimentos e sensações.
não importa como ou quando, eu apenas desejava - como nunca -, que tudo aquilo passasse.
já não era nada como antes.
as dúvidas tomaram conta da vontade - extrema - de permanecer ao seu lado.
não tinha mais motivo ou razão; afinal, nada era como antes.
as promessas não foram cumpridas. os desejos não foram atendidos. as verdades foram alternadas.
tudo se foi. tudo se perdeu.
nada do que permaneceu, era como antes.
as músicas se tornaram mudas. as palavras doces se tornaram amargas. as verdades - rapidamente - se transformaram em ilusões.
descruzo minhas pernas e levanto.
fujo. sigo. grito. me escondo.
deixo o tempo passar entre minhas mãos - que em um milésimo de segundo - tenta te agarrar de forma triste e sincera.
eu me vou.
volto para buscar minhas bobagens lançadas. minhas estradas traçadas. minhas alegrias insensatas e minha paz almejada.
eu me vou.
antes que não possa mais alcançar a felicidade - que achei estar aí - com você.
eu simplesmente, vou.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

nada em vão.

ventava mais que o normal mas ainda sim, era fácil sentir o calor - irritante - da cidade em plena madrugada sufocante.
sem muito esforço, passei meus olhos diante das bobagens vivenciadas nos últimos meses e pude sentir - claramente e estranhamente - uma certa agitação.
realmente, nada foi em vão.
nenhum gesto. nenhuma palavra. nenhum desejo. nenhum olhar. nenhum sorriso.
tudo foi - deliciosamente - necessário.
até as intrigas - forçadas a surgir - acabaram me tirando um belo sorriso em meio aos turbilhões de pensamentos.
fiquei sentindo por horas meus cabelos dançando em meio ao vento, e não me cansei de lembrar - e vivenciar - cada sensação experimentada.
me entreguei. me rendi. e nada disso realmente foi em vão.
mesmo que o tempo ainda conclua sua missão, acredite: nada vai mudar.
e mais ainda, nada irá mudar as boas coisas que foram feitas, ditas e pensadas.
é intrigante te sentir ir embora aos poucos. é confuso. é estranho. é insano. mas talvez.. necessário.
te querer já não é tão fácil quanto parece.
seja o que for, talvez nada mais se faça necessário.
sem motivo algum, ainda sim, é demasiadamente relevante sentir que meus braços já não podem mais te alcançar; que meus beijos não podem mais te agradar e meu olhar - definitivamente - não podem mais te impressionar.
é certo que nada irá mudar mas nada se fará vão.
nada disso será em vão.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

para não doer.

não deveria mas de alguma forma - dói.
é espantoso, mas as verdades - sem esforço algum - escorregam entre meus lábios - ou até mesmo - lambem meus dedos em meio as confissões momentâneas - que realmente são levadas à sério.
dói. mas necessariamente, passam.
não haver opções de escolher caminhos diferentes do que - forçamente - me foram traçados, é sufocadamente angustiante.
sim, é como se meus olhos fossem vendados por um desconhecido; minha boca tapada pelas razões irracionais lançadas ao vento, e a minha voz calada pela ignorância das palavras duramente dirigidas.
a paciência não se porta mais no meu corpo - que recentemente foi moldado pela enxurrada das alterações dos diversos humores lançados diariamente; de alguma forma, o velho equilíbrio que me fazia enxergar o mundo - me cegou.
fiquei cega pelas vontades que passaram a cobrir meus desejos.
me fechei para você, para não te perder de mim. mas de alguma forma, te perdi de mim.
os entendimentos passaram a ser quebrados pelas bobagens imaginadas, ouvidas e vivenciadas.
sou provida de incertezas e um humor muito mais que aguçado.
mas acredite, você não me conhece.
não sabe das minhas verdades e vontades.
sou mulher. sou tato. sou ato.
as minhas verdades hão de ser ditas;
as minhas realidades sempre vividas;
e ainda - mais do que nunca - todas as minhas coisas trazidas no coração, hão de ser esquecidas.
talvez assim, não doa mais.
que não doa!

sábado, 14 de agosto de 2010

necessário.

já não parece ser tão fácil me conter nas minhas próprias dores. chega a ser fácil escapar uma lágrima em meio à tarde fria e calma; já é fácil lembrar das risadas aleatórias; dos beijos dados e das mãos entrelaçadas em meio ao lençol amarrotado.
não é fácil.
a saudade bate mais forte que o coração, ainda gélido pelas bobagens vivenciadas.
não é fácil mas me faça valer a pena.
choro tudo que posso. sofro tudo que posso.
sei que em um dia qualquer, irei - verdadeiramente - perceber que sorrir sem motivo é a forma mais autêntica - e deliciosa - de se viver.
afinal, eu era assim há pouco tempo... e eu sei o verdadeiro sabor da felicidade.
é fato. sofrer em você; por você.. é a forma - grandiosa - de se alcançar a felicidade plena.
não tenha medo.
me deixe.
me sinta.
me tenha.
se acomode ao meu lado.
te mostrarei que mesmo não havendo estrelas nesta noite; não quer dizer que elas não existem - ou que ainda, não possam existir.
me deixe.
fique em silêncio e deixe que o tempo leve seus pensamentos, eleve sua alma e refresque sua mente.
tudo que acontecer, há de ser necessário.
nada se fará por mais - ou por menos.
tudo é necessário.
até mesmo a chuva que corta a tarde - deliciosamente - ensolarada;
até mesmo o vento que corta o silêncio que acalma a - minha ou sua - alma;
até mesmo as palavras lançadas;
até as dores esquecidas.
e as verdades mal interpretadas.
seque minhas lágrimas e me mostre tudo que possa ser necessário.
se faça necessário.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

ser-te paz.

quero jogar tudo para o alto e poder gritar - sem medo - todas as minhas cobiças, todas as minhas bobagens e muitos dos meus caprichos.
rir quando for - mais - inconveniente e chorar quando não me conter de - tanta - alegria.
eu quero parar o tempo.
quero parar os pensamentos.
quero parar os desejos.
quero parar e deixar que tudo permaneça.
quero modificar as minhas inseguranças e permanecer sob as minhas fortalezas construídas no cotidiano.
quero mudar de mundo. quero poder entrar em seu mundo - até mesmo sem pedir licença.
quero poder me enraizar em seus pensamentos e adivinhar seus desejos.
quero fazer diferente e poder mostrar que o sol brilha - muito mais - após as - suas - tempestades.
e que - tudo - pode ser - muito - melhor - do que já imaginamos.
quero o tempo mais extenso; os pensamentos menos compadecido; os desejos mais providos de circunspecção.
eu me rendo ao meu querer. eu me rendo a você.
me abstenho - momentâneamente - das suas confusões internas que me desorienta excessivamente.
é irritante tentar te decifrar ao decorrer do dia-a-dia; é exaustivo imaginar as milhares de opcões que não me foram dadas mas que prematuramente são retiradas.
é intrigante te imaginar muito mais do que poder te tocar.
chega a ser um vício.
é desejo. é fato. é ato.
mas não se atemorize, pois agora será - ou terás - somente o necessário.
ser-te-ei paz.
nada mais e nada menos.
apenas te deixarei para a sua paz.
em paz.

sábado, 24 de julho de 2010

a distância do meu relógio

a distância se fez.
me perdi de você, sem ao menos ter uma chance de me reencontrar em mim.
não tive escolhas. ninguém poderia viver - ou sentir -, por mim.
me refiz; me moldei.
passei a me moldar diante das noites solitárias; as estrelas lançaram sobre mim, a poeira - gélida - da solidão. agora estou mais fria que o necessário e muito mais distante para se alcançar; - nem as mãos que um dia tentaram alcançar o céu, puderam me agarrar no chão.
me desfiz. me perdi.
eu me perdi de você sem ao menos notar que - sinceramente - era necessário.
agora sinto a minha liberdade conquistada pelos meus pés; agora sinto a felicidade estampadas em meus olhos. de alguma forma, eu já não me encaixo nos seus desejos. não faço parte dos nossos planos.
eu já nem me importo.
o relógio não se faz. é estranho observar o tempo voltando sem ao menos pedir licença. é estranho sentir a brisa que antes eu daria tudo para sentir - mas, hoje - sinceramente - eu não sinto nada.
o mundo se desfaz. o relógio se desfaz.
não tenho medo.
me moldar passou ser viciante.
meu querer mudou. preciso me moldar naquele que não importou com o passar do relógio, e nem ao menos, com a leve brisa que há pouco tempo assanhava meus cabelos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

deixe o vazio

por gentileza, me deixe.
hoje mais do que nunca, peço para que não me arranque de mim.
quero voltar a me sentir como antes. deixar meus pensamentos devorarem meus desejos; deixar minhas memórias frustarem suas sabotagens; saborear meu querer sem pressa; e cultivar minhas
verdades com vontade.
quero voltar a me perder em meio aos caminhos.
quero ser o copo com leite derramado; quero ser a rosa com o espinho estraçalhado; quero ser a estrela apagada; e quero ser a felicidade não alcançada.
quero o caminho perdido. a alma pesada. a tristeza chorada e a verdade contada.
quero me desprender de mim e de você. quero me encontrar no vazio.
quero ser o vazio.
me deixe.
deixe que o tempo faça seu dever em moldar as vontades, levar as bobagens e aguçar nossas malandragens.
eu preciso me perder do mundo, para poder me encontrar em você. sim, lance ao mundo.
me deixe. eu quero. eu preciso.
preciso do vazio da imensidão; para um dia ter a imensidão sem vazio.

terça-feira, 13 de julho de 2010

permanecer em meus desejos

é tão estranho me sentir amarrada em alguém que inicialmente não deveria. é um tanto quanto confuso tentar entender o que se passa; é quase torturante imaginar e supor que tudo no final daria certo.
é sincero. é verdadeiro. é insensato.
não vou negar que as diferenças são infinitas e imensas, mas de certa forma, em um lapso de momento, me propus a levantar barreiras invisivelmente colocadas, para me prostrar diante dos meu próprios caprichos.
sinto-me exausta com os milhares de pensamentos insanos. eu já quero voltar a me sentir como antes; ser minha fortaleza. acreditar nos meus princípios. e viver minha realidade.
é muito mais dócil desistir de um querer que demasiadamente se impunha sobre minhas realidades já desconfigurada; do que permanecer nos meus desejos mais estimados.
as distancias são maiores do que minhas mãos possam alcançar; já passa ser evidente meu anseio por uma tranquilidade.
passo por cima dos meus desejos e permaneço.
permaneço nas verdades ditas, nas palavras lançadas e nas propostas cruéis.
sento e permaneço.
talvez um dia, sua vontade possa se transformar em meus desejos.
sento, permaneço e desejo.
que você possa ser meu.
desejo e rogo; que eu ainda permaneca em mim.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

o silêncio desconhecido

Me rendo aos desejos e me livro das insignificantes verdades.
Grito ao silêncio a minha terna ilusão.
Grito ao abismo minha liberdade.
A minha garganta já está seca – sinto o gosto amargo formigando meus lábios.
É estranho querer gritar sem motivos e silenciar por mil motivos. Sim, é confuso; é estranho.
Me acomodo ao seu lado de forma discreta e simpática – nos últimos dias, me satisfaço mais com as verdades interpretadas no olhar e as mentiras reveladas nos sorrisos.
Passei a cultivar – há pouco tempo – a instabilidade emocional que passou a me equilibrar – gradativamente – meus instintos que antes se revelavam um tanto quanto rebeldes. Passei a ter o poder de me transformar conforme minhas vontades e verdades. Ser mutável passou a ser muito mais interessante do que as estabilidade estabelecidas aleatóriamente.
Possuo o poder de transformar. Transformo o insano no agradável, a saudade em desejos, palavras em beijos e as mentiras em risos. Tenho o poder de ser realmente quem eu quero ser.
Hoje, levantei meu rosto ao sol e pude enxergar – e sentir – que minhas transformações trouxeram – delicadamente – meu velho sorriso que já estava esquecido.
Quero verdadeiramente as mentiras doces, verdades curtas e os momentos eternos.
E poder sentir ainda, o umbroso desconhecido que ainda estremece as minhas noites longas e solitárias, e que me exalta sensações - estranhamente - deliciosas.
Em noites assim, passo a ser muito mais mutável e maleável; é sem querer, mas você - realmente - me deixa assim.
Eu tenho poder de transformações.
Eu posso querer.
Quero o desconhecido, suas transformações e nossos silêncios.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

o meu tipo;

sou mais viva do que pareço.
a sinceridade me fascina de forma que me apego - cegamente - aos meus desejos.
finjo minhas vontades; nego minhas verdades; me faço mulher. afinal, eu sou mulher.
me mostro.
eu sou do jeito que quero ser; a inconstância na personalidade forte e sensata, já não é um problema; a insanidade masculina não me afeta.
eu tenho meus poderes.
a risada - interior - é muito mais deliciosa, do que as felicidades forçadas. de alguma forma eu me apego ao jeito antigo da malandragem.
me passar para trás, já não é tão fácil quanto parece. mas, não se preocupe, eu fecho os olhos para as suas bobagens e finjo que não ri demais por dentro; afinal, a educação ainda reina em meu corpo de mulher.
não se sinta bem demais e nem mal demais; tudo foi necessário.
as bebidas fortes me deixam mais relaxadas, as risadas mais engraçadas me deixam mais maduras e as bobagens lançadas eu deixo ao ar; afinal, nada me pertence.
eu sou do mundo. eu sou o mundo.
não me apegue, não se apague.
não finja, não minta.
seja, faça, aconteça.
eu aqui. você aí.
eu sou muito mais mulher, do que seus tipos de mulheres.

sábado, 24 de abril de 2010

nos dias melhores

Minha ansiedade por dias melhores, já é evidente. Agora tenho minhas verdades, minhas bobagens e minhas malandragens; e de alguma forma, divertir por mim - e em mim-, é muito mais delicioso do que participar dos seus altos e baixos.
A felicidade já faz morada em meu sorriso ligeiramente aguçado pela malandragem recuperada há pouco tempo. E a velha rotina - que deixou saudade - vem congraçando gradativamente. Hoje eu me apego as minhas balbúrdias internas e me desvio das suas dúvidas externas.
As minhas milhares de transformações são deslubrantes e essenciais; hoje é inevitável não me sentir esplêndida pelas minhas imprevisibilidade. Não me apego com tanto fervor aos seus desejos supérfluo. Me contagio com as minhas vontades e realizo-as da forma mais abusada - que eu adoro.
Hoje estou em mim, mas se quiser posso estar - ainda hoje - sobre você, pois as minhas transformações nunca me deixam à desejar e a minha (ou sua) saudade, mesmo não sendo tão avassaladora, ainda sim me deixa com desejo de sentir muito mais da sua sensação que é tão boa quanto a passagem de uma leve brisa.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

as minhas noites.

Era mais uma noite calma e vivida.
Estava distante de mim - mais que o normal -, era como se eu pudesse estar em outro mundo, mesmo estando aqui. Eu estava distante de ti. Eu já podia até sentir uma 'pontinha' de saudade - que logo era preenchida pelas imaginações que me rodeavam a noite toda. Eu podia te visitar nas minhas noites solitárias; podia te ver deliciosamente acomodado em seus sonhos; podia até mesmo me deitar ao seu lado e te observar e sem ao menos perceber - te beijar delicadamente; e me entregar - inesperadamente. Voltei em mim. Estava cansada de imaginar as milhões de opções que não me foram dadas. Eu podia estar em você, sem ao menos eu perceber. E eu já não queria mais perceber nada daquilo que não era a sua verdade, que de alguma forma, não poderia ser ser a minha - verdade - também.
Eu me encantei pela noite.
Sim, eu fugi de mim - e de você -, e me enrosquei - de propósito - nas minhas noites.
Eu fugia de tudo que até alcancei demasiadamente o céu.
Comecei a brincar com as estrelas; eu já podia sentir seu brilho - característico - que me maravilhava e iluminava meu rosto; podia sentir a pequena estrela frágil e fria em minhas mãos, era algo estranho porém, encantador.
Eu podia tocar, tocar e tocar todas elas. Era tão real senti-las agarradas em meus dedos. Me maravilhei com o passatempo viciante, já não era possível ouvir nenhum ruído, - talvez nada iria arrancar a concentração da minha nova experiência - que passava a me deixar muito mais perspicaz.
As noites me deixaram muito mais provida de destreza, mas - estranhamente - eu ainda preferia minhas bobagens que beravam as minhas deliciosas malícias - que estranhamente me corrompiam - e eu adorava.

domingo, 18 de abril de 2010

Já me cansei.

Cansei das palavras repetidas e até mesmo das não ditas. Cansei das expectativas frustradas e das novidades passadas. Quero boas-novas.
Quero mais atitude, mais sentidos, novos temores, novos amores, novas dores, novas ilusões e tudo mais que puder ter de direito. Quero sofrer mais, rir mais, permanecer mais, estar mais e ficar muito mais.
Almejo novos ares. Aspiro novos recomeços.
Quero suas surpresas no meio da manhã, minhas fantasias no meio da tarde e poder realiza-los por toda noite. Quero amanhecer renovada.
Quero poder sentir suas mãos sobre minhas costas semi-nua, e sentir um afago - delicioso - sobre minhas pálpebras cerradas pela intensidade - momentânea. Me rendo aos seus charmes habituais.
Quero mudanças necessárias e permanências indispensáveis.
Quero estar sobre você sem ao menos notar o tempo, e me perder o tempo necessário para poder me encontrar. Quero prazeres inesperados; já me cansei dos atos planejados.
Cansei de permanecer em mim. Eu quero estar em você.
Cansei de ser fastidiosa; a minha audácia é muito mais deliciosa - ela me deixa ser o que eu quiser, quando eu quiser.
Eu posso ser o que você quiser. É só me dizer o que quer de mim, e eu serei para você.

sábado, 17 de abril de 2010

o vento

Tenho o poder do vento.
Entro na sua vida de forma serena como as brisas à beira-mar, ou então, de forma agitada como as noites de vendaval.
Saiba que de forma alguma trarei imensos estragos à você, afinal, a discrição é muito mais afrodisíaco quantos as demonstrações expressivas das milhares de expectativas.
Assim como vento, passo desapercebida ao seu lado. Assim como o vento, vou embora no silêncio e na serenidade que me foram concedidas meio à minha concisa vivência. Assim como o vento, levo os mistérios lançados ao ar; entre eles, levo as ilusões plantadas, as incertezas formadas e os desejos insaciáveis. Assim como o vento, vou embora, mas assim - como ele -, eu ainda volto - para sua vida - em forma de uma magnífica brisa ou em uma bela tempestade.
Sim, eu tenho o poder do vento. Eu sou o vento.
Eu tenho o poder do vento.
Eu sempre volto.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

minha intensidade.

Hoje, mais do que nunca, estou intensa.
Mesmo sem ter muito o que falar e sem muito o que pensar, eu só quero - e preciso - me sentir - te sentindo.
Mesmo que seja de forma cordial, é imprescindível que seja imensamente intenso.
Quero ser eu mesma. Quero os seus risos, quero os meus gritos, quero seus afagos e meus desgastos. Quero seus beijos, seus desejos e minhas dores. Quero abraços e fatos. Quero errar meus erros, acertar os seus acertos, experimentar suas vontades e contrariar meus gostos. Quero diversas opções e milhões de diversões. Quero me assegurar em mim e me prender em você. Quero sentir as emoções em mim. Quero iludir - se for obrigado - e desiludir - se tiver certeza. Quero ter o poder atravessar o mar sem me cansar, te desejar sem desanimar, ou até mesmo te beijar sem enjoar.
Eu apenas quero.
Eu quero que me veja em suas ideias distantes; que me reconheça - facilmente - em meio à multidão; que alcance - silenciosamente - meus sonhos noturnos, ou ainda, que adivinhe - sem hesitar - meus desejos repentinos.
Já não me importo com as malandragens e bobagens, eu me adequo facilmente aos meus - ou seus - desejos.
Eu quero. Eu preciso. Quero tudo o que eu puder ter. Quero tudo agora.
Sinto e preciso.
Quero apenas a possibilidade de querer, de ter e de desejar - e quero como nunca.
Quero tudo da forma mais intensa e sincera.

terça-feira, 13 de abril de 2010

as perdições.

O sol ainda não tinha aparecido naquela manhã. Era inevitável não tremer levemente, ao sentir o vento gélido, que ainda congelava aos poucos, o corpo da estranha mulher que se fascinava com o poder das águas.
Ainda com pouca roupa, e, com pouco de importância; a mulher se encontrava na solitária praia, que sempre a tinha como fiel companheira das manhãs.
Sem ao menos notar, andou durante horas na areia, que a recebia tão bem por todas as manhãs; era como se tudo ao seu redor se encaixasse perfeitamente à sua rotina.
Os pensamentos já estavam à mil, a beleza de todas as manhãs, já não estavam tão evidente; já era estranho não se encantar facilmente com a beleza ao seu redor.
Já estava fatigante a manhã, para a forte mulher, que sem se hesitar, se prostou impacientemente, tocando levemente a areia fofa - ainda pela chuva suave que caía na pequena cidade esquecida.
Era como se a sua velha conhecida, entendesse cada sentimento, cada suspiro, e cada lágrima que demasiadamente escorria pela face da magnífica mulher.
já estava evidente a exaustão de si e da solidão que há poucos dias, passou a lhe acompanhar diariamente.
Ainda com os olhos molhados, ergueu a cabeça ao horizonte - ainda distante e triste -, e pode enxergar - e sentir - com tamanha nitidez, as boas lembranças de um passado que ainda revivia constantemente. Era como nesses momentos de quimera, fosse tão evidente enxergar o velho olhar, que ainda a deixava cega; o velho perfume, que ainda a desnorteava; e todas sensações, que ainda as alucinavam. Era como se pudesse de alguma forma, sonhar acordada.
Era estranho sim, reviver o passado tão distante, em um presente tão próximo de si. Era como se pudesse sentir o passado enraizado em sua mente e em seu coração. Por um milésimo de segundos, a senhoria, ainda pudesse sentir a verdadeira felicidade. E ainda em outros segundos, a realidade - forçadamente - fazia seu papel; e subitamente levava - com agilidade impressionante - toda a felicidade momentanea, que ainda procriava na madura mulher, que ainda não se acostumava com a própria solidão.
Em meio há tanta confusão, ainda podia - vagamente - deslumbrar-se com a antiga conhecida, que ainda estava ressaquiada pela agitação - fora do normal - da noite anterior. De algum modo, era como se as confidentes pudessem sentir - em seus próprios mundos - as mesmas coisas.
As ondas, por algum motivo, passou-lhe por um fascínio estranhamente viciante, onde já era percebido cada angustia, cada raiva, e por fim, cada solidão. Sim, é como se o mar coomeçasse a se comunicar - e sentir - a mulher solitária, que se prostrava em meio à imensidão, sem ao menos se notar que de alguma forma, era tão forte quanto o poder das águas, tão mansa quanto o poder das marés, e tão serena quanto o poder do luar, quando tudo se vai.
Já não havia mais sentido. Já não havia mais respostas. Como se a vida de uma, estivesse interligada à outra, como se os sentimentos fossem os mesmos, os desejos fossem os mesmos, e as iras fossem as mesmas.
Era confuso. Era estranho. Era sedutor.
O desejo invisível de se perder uma na outra, começara a ser evidente. Passava de ser simples desejo repentino, para um cobiça insaciável.
Então, lentamente a mulher se levantou e caminhou; não demorou muito e pode sentir a frieza das águas em seu tornozelo, e por motivo qualquer, não se importou; e ainda assim, continuou caminhando; sentiu a água subir rapidamente em seu corpo, a sensação de alívio era deslumbrante. Fechou os olhos. Já não sentia o alívio há muito tempo. Não se importou. Continou a caminhar.
Caminhou até desaparecer em meio à imensidão da sua velha companheira. É como se o pacto oculto fosse fatalmente concretizado.
Elas se perderam uma na outra. O alívio foi a maior conquista das estranhas amigas.

domingo, 11 de abril de 2010

se deixe.

não fique em silêncio.
é tão estranho tentar prever os seus melhores gostos e piores desgostos diários; não sou acostumada a meio de tantas incógnitas e indiferenças.
não se assuste; a minha espontaneidade é tão afrodisíaca, quanto, os meus milhares de beijos roubados.
se deixe levar. me faça te levar.
me deixe poder fazer suas vontades, realizar seus desejos, e desvendar suas emoções. não se prenda aos seus critérios impostos, ou, às suas regras traçadas.
se arrisque em mim.
te mostro - e comprovo -, que as improbabilidades, sempre podem nos levar em lugares extraordinários. sim, já é muito mais delicioso, se prostrar diante dos nossos próprios mistérios.
é deslumbrante poder saborear dos charmes lançados ao ar; dos bons joguinhos - indiretos - de seduzir; e, das boas risadas inexplicáveis.
fique onde está, não feche seus olhos para mim.
de alguma forma, eu ainda possuo o poder de oferecer tudo aquilo que você quer; então, me diga o que quer, e eu serei para você.
me surpreenda.
me encante se for preciso, e desencante se for obrigado - eu já não importo com os caminhos estranhamente forçados e sensatos.
me olha. me sinta. não faça sentido. não espere sentidos.
me deixe intrigada. mude minhas idéias. seduza minha alma.
traga-me tranquilidade quando se tornar preciso, e, desiquilibrio quando já for evidente.
sim, é magnífico poder levar ao canto da boca, o velho sorriso maroto, que aguça - sempre - a minha própria essencia.
não se assuste.
a hora de ir sempre é evidente.
por isso, não me mande embora;
eu sempre sei a hora de cair fora.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

não permaneça.

entre e deixe a porta aberta.
não mencione nenhum dos pensamentos obscuros, ou uns dos seus desejos irrelevantes. apenas entre e se deite ao meu lado; - deixe a porta aberta; afinal, eu já nem me importo mais com tanta coisa.
feche os olhos e tente sentir os meus anseios, que de alguma forma, são mais evidentes que meus pedidos - repetitivamente - rogados.
sinta-se a vontade.
me descubra quantas vezes forem necessárias, e, se perca em mim, quantas vezes achar necessário.
se abra, me encontre, se adeque. faça de mim a sua descoberta; faça de mim a sua perdição. se entregue! se renda desvairadamente aos meus desejos.
sinta a minha essencia. provoque meu desiquilibrio - já não é tão bom prover de pureza.
faça de um minuto, uma eternidade.
me decifre. me faça ser sua. - mesmo que seja por um vão momento, - eu me rendo.
deixe que o céu encontre a noite lá fora, fique aqui, mas não permaneça ao meu lado.
quando se for, vá ainda no silêncio da madrugada - assim, não terás que me acordar para a sua realidade.
deixe-me estar. é assim que quero ficar.
a delícia de estar, é muito mais excitante, do que as minhas melhores formas abusadas - de permanecer.

terça-feira, 23 de março de 2010

doce agonia;

'é nos momentos de fraqueza, que eu permaneço forte.’ Repeti – fervorosamente -, inúmeras vezes para mim em mais uma das tardes intermináveis; com intuito de me auto convencer, ou de apenas, me fazer ter plena certeza de que mais uma vez, eu não iria desistir; afinal, não faziam muitos dias que tal frase começava a fazer sentido em minha vida.
o egocentrismo saiu de cena há pouco tempo, mas eu ainda podia sentir o seu gosto amargo em meus lábios; e isso me incomodava diariamente.
talvez pelas diversas peripécias que a vida – inexplicavelmente – me colocava, eu ainda me obrigava a manter centrada e equilibrada; mesmo sendo tão contraditória, foi o único jeito que encontrei de amenizar a minha dor.
De alguma forma, eu podia sentir que meus pés estavam mais fixos do que antes, podia sentir facilmente que minhas mãos estavam muito mais gélidas que o normal; e além disso, podia sentir – sem nada fazer -, que tudo isso, ainda mudava – continuamente – a minha realidade.
Eu nunca me dei bem – nunca mesmo - em situações, onde sou inicialmente controlada e encurralada; era como a falta de opção sufocasse minha alma; era como se a minha fraqueza – forçada – fosse digladiando e domando, aos poucos, o meu eu; de alguma forma, era péssimo assistir tão de perto, a minha derrota diante das coisas que escorriam – com facilidade – entre meus dedos calejados. era quase impossível não molhar meus olhos e lavar minha face, diante da cruel realidade que assolava minha alma e meus desejos.
Sim, a pusilanimidade me deixou distante de mim; eu já não me enxergava em meus espelhos.
De qualquer forma, era apavorante sentir em meus lábios – ainda secos, – a inspiração da morte; era como estar sob o sol escaldante que arrancava meus gemidos silenciosos e inevitalmente – aos poucos, - sugava minha vitalidade; eu já me agonizava em minha melancolia.
Quero adormecer – já preciso disso há certo tempo; quero alcançar bons sonhos para os meus olhos, possuir leves pensamentos para a minha mente e esbanjar bonitas palavras para os meus lábios. Quero poder ter opções; quero poder saber a minha melhor opção. não quero estar só. já sinto falta de um carinho ao entardecer e um beijo quente ao amanhecer; necessito de amor sem pudor.
Sem nada; sem pés, sem chão e sem esperança. a esperançosa senhoria, ainda roga – sigilosamente – para o seu fortalecimento.
Ela ainda roga por um refugio; mesmo que seja nos olhos claros de um novo desconhecido, em uma daquelas noites animadas; ou ainda, um refugio em mais uma noite melancólica que revigora – estranhamente-, a alma.

domingo, 7 de março de 2010

as minhas direções.

as direções foram alteradas - de última hora - mas acredite, as melhores coisas que já me aconteceram são providas de improvisos.
agora eu faço as minhas vontades, deixei a velha personalidade maçante e desgastada de lado; passei a me construir em mim.
há muito tempo - ou nem tanto - eu agradava (constantemente) as magnificas pessoas que sem força alguma, conseguiam me arrancar um riso deslumbrante em um dia-a-dia convencional. mas hoje, deixei de ser a menina serena e passei a me tornar - com gosto - a mulher bem resolvida; acompanhada de um bom charme, uma modesta ternura e um humor muito mais aguçado.
por mais que o passado bom - ou não - me faça a melhor pessoa que sou hoje; passei a acreditar e me provar que o presente é muito melhor do que as diversas promessas não cumpridas e a velha educação esquecida. eu me livrei do passado e passei a acreditar nas minhas novas expectativas.
estou na fase do esquecimento. as coisas que antes afligiam minha alma, hoje passaram a se tornar o escudo do meu eu. me fizeram fortalecer os pensares, os fazeres e os dizeres; já não sou mais provida de tanta inconsequencia e ignorância.
agora sou eu mesma.
agora me rendo aos meus desejos, aos sonhos das minhas fantasias, e vivo, frenéticamente, a minha realidade. nada mais, nada menos; agora eu posso ser eu mesma.
Não quero as doces fantasias, as duras realidades, nem nada assim... eu quero poder viver intensamente. quero viver cada dia de uma vez e da melhor forma que eu puder - não idealizo humores, rancores e amores.
eu quero poder viver do meu jeito.
Eu sou a dona da minha vida.
Eu sou dona da minha alma.
Sou dona do meu destino.
Eu quero ser o que eu quiser.
Quero tomar as minhas decisões e direções. Quero escolher e viver meus caminhos.
Estou em mim. Estou por mim.
E é assim que agora farei de mim. Serei o melhor caminho para o meu destino.

segunda-feira, 1 de março de 2010

seu mistério.

já tinha se passado uma semana. e tudo era tão silencioso...
já estava estranho não conseguir mais ouvir sua voz em minha mente, e mais ainda, não te ver com tanta frequencia em meus pensamentos... eu me sentia tão só, como nunca tinha me sentido antes.
o mais estranho - ou não,- era estar apaixonada por alguém, um tanto quanto desconhecido.
eu podia me sentir presa e livre ao mesmo tempo.. era como se o seu mistério fosse tão excitante quanto as minhas revelações.
eu podia fechar os olhos e imaginar, eu até podia te sentir colado em mim.
sim, eu podia sentir suas mãos desembaraçando meus cabelos após horas de embaraços, podia sentir sua mão segurando firme minha nuca para jamais nos perdermos, podia sentir os beijos excitantes que me arrepiavam e me excitavam fervorosamente... era tão bom, poder imaginar você em mim.
eu podia te imaginar em mim. e isso me atormentava.
Me recomponho rapidamente. afinal, já deixei de me entregar para as coisas impováveis e incertas há muito tempo, mesmo sendo tão fascinantes.
Não me deixo levar, pelas promessas feitas e imaginações torturantes.
O real é mais prospero que os meus pensamentos insanos.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

lágrimas do céu.

Era fim de tarde.
Me prostei diante da chuva que acabara de iniciar - no incio eram gotas acanhadas, mas não demorou muito, e já estavam muito mais assanhadas.
Eu não me sentia - eu já estava esquecendo de mim; já estava esquecendo do mundo.
Eu precisava sentir que as lágrimas dividas estavam sobre mim, e era como de algum modo, todas elas sugassem minha melancolia.
Era como se o céu se voltassem para mim - era como se voltassem contra todos os meus fantasmas; era como se fosse o meu único defensor.
Eu acabei nem percebendo, por quanto tempo me delicei nas lágrimas dividas que o céu me propos; não me preocupei, eu apenas deixei que as gotas gélidas massageassem calmamente - alguns brutalmente - minhas costas seminua.
Era como se o céu pudesse chorar por mim, o que eu já não conseguia chorar...
Choveu por horas e horas.. E eu sem cansaço algum, fiquei prostada por horas e horas...
Era como se todos as gotas estivessem ao meu favor.
Após algum tempo, as gotas - que estavam com dificuldade de penetrar minha nuca coberta dos meus cabelos longos - me aliviaram a alma.
O céu tinha lavado minha alma. Eu já podia me sentir.
Me levantei. Devagar, para a felicidade não ir embora.
Levantei meu rosto ao vento - ainda caiam goticulas sobre mim - e sorri. Há muito tempo eu precisava desse alivio.
Sorri porque foi a única forma que encontrei para agradecer aos céus a minha nova fonte de 'felicidade'. Afinal... em dias passados eu adorava ver a chuva cair, hoje, eu passei a sentir a chuva em mim.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

decifra-me.

não há muito o que explicar ou entender; por isso, aproveite e me devore aos poucos.
sim, me devore!
sou muito mais simples do que imagina, mas gosto de mudanças, muito mais que o necessário.
posso sentir o sangue correr nas minhas veias; posso sentir o pulsar do meu coração; posso sentir o que eu quiser; sim - eu me entendo muito bem.
não paro. não penso. as vezes eu sou assim, me livro facilmente do jeito piscina. apenas escolho o 'não' para fazer parte do meu cotidiano.
deite e me devore. me sinta - eu já preciso disso há muito tempo.
não se espante - é excitante se sentir devorada - é como se tudo pudesse fazer sentido.
tenho os gostos mais estranhos, os apegos mais insanos e os pensamentos mais promíscuos. já não é tão charmoso esbanjar doçura.
decifra-me.
faça isso hoje, faça isso agora - é que amanhã talvez eu não seja mais a mesma.
nao se espante - a doce rotina de me decifrar, irá livrar você do tédio matinal.
apenas me decifre.
eu já preciso ser decifrada.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

o espelho da mulher.

Já era inicio de noite e ela se sentou do lado de fora da casa. Arrastou delicadamente, a cadeira que estava encostada no canto direito da longa área, que levava ao um simples quintal.
As horas passaram lentamente - era como se os ponteiros não estivessem nenhuma pressa, de chegar ao destino já premeditado - sim, eles insistiam em não importar que estavam ali para marcar as horas.
Passou o tempo ali. Sem nada para dizer - e para quem dizer -, permaneceu sentada. Começou a fazer joguinho de 'cruza' e 'descruza' as longas pernas, sim - isso já era sinal que a ansiedade estava mais presente do que a doce paciência, que regava a doçura da pequena mulher.
Se deliciava em si mesma.
Não havia pensamentos, não havia palavras, não havia motivos. Queria estar lá, sentada. E assim permaneceu.
A moça exalava tanta formosidade, que até as poucas e discretas estrelas passaram a inveja-la momentaneamente.
A lua estava lá... no alto do céu, longe de tudo. nem ao menos as estrelas, a acompanhavam de perto.. Até parecia que a fria lua, invejava secretamente a solidão da pequena senhoria.
Era tanto desatento, que a pequena formosura enxergou seu autorretrato após horas, horas e horas... Avistou-a de longe, até a sua análise para com a grande lua era de forma singela - não queria assustar com seus olhares - mas o reconhecimento foi instantâneo. Era tão estranho, olhar para o céu e observar que a lua mais parecia como um grande espelho...
A serenidade da mulher, logo se foi.
Era intrigante permanecer sob os olhos de algo extretamente grande e extremamente igual.. as semelhanças com a lua, a deixaram perturbada. As expressões suaves que eram quase permanentes, deram lugar para um semblante arruinado pela descoberta das grandes verdades.
As forças foram se perdendo em meio da tribulação da pequena mulher, o que tudo era puro e leve, transforam-se em dúvidas e enigmas. Afinal, como alguém seguro de si - com a fortaleza toda que possuia - estava tão parecida, com a primeira dama das noites?
Era como se todas as suas verdades, fossem sendo desvendadas..
Era como se a escuridão fosse tomando conta da solitária mulher.
Era como se a noite invadisse sorrateiramente a alma daquela que observava - admirava - a lua e se enxergava - de forma tão evidente - nela.
Com a mente há mil quilometros por hora, se levantou devadar - já não sentia mais as pernas - e se arrastou para dentro, se jogando na cama quente que ali a esperava pacientemente todos os dias.
As horas se passaram e a mulher cerrou os olhos depois de lutar contra si mesma.
A noite já estava quase indo embora, e a escuridão da estranha noite , penetrou-se sobre a mulher, que há algumas horas era muito mais forte que a força da escuridão e muito menos só que a solitária lua.
Já não era mais a mesma. Era tão estranho olhar para o céu, e ver a lua como se fosse seu grande espelho...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

te quero

eu te quero para mim.
sim, mesmo que nada disso faça sentido; eu apenas te quero para mim. mesmo que seja um vício passageiro, uma paixão platônica, ou ainda, uma grande bobagem.
eu apenas te quero.
não sei quais são seus melhores sabores, suas melhores escolhas, seus melhores pensamentos, seus maiores amores.. não sei sobre nada disso, mas por incrível que pareça, isso tudo que antes eu julgava essencial, hoje já não me faz tanto sentido - passei a adorar os papos mirabolantes, as histórias passadas, os desejos revelados.
sim, mesmo que nada faça sentido hoje - ou que não faça nunca, - eu apenas adoro isso.
sou regada de espontaneidade; desprovida de pudor; e amiga eterna das minhas vontades, mas não se assuste, a minha oscilação é muito maior do que muitos apegos sentimentais.
eu quero poder descobrir suas verdades, ignorar suas mentiras e mergulhar em suas fantasias.
eu só te quero.
simples assim.
sem mais, sem menos.
sem profundidade e sem explicação.
simples.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

o vício de viciar.

preciso de boas novas.
sim, preciso de uma nova mania; e até mesmo, de um novo incomodo.
eu estou melhor; sou melhor. não preciso mais me saciar com a rotina maçante.
quero poder aumentar meus vícios; apaixonar pelo desconhecido e me jogar do precipício.
é..
eu até passei a me deliciar com os gostos mais azedos, e a adorar as palavras mais hostis.
sim, eu sou viciada em viciar.
e o melhor de tudo isso, é saber que meus vícios sabem sempre a boa hora para irem embora.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

a paciência que se foi.

não se espante, a minha falta de paciência é mais evidente do que o bom humor de alguns dias atrás.
não se incomode. não se irrite. seja indiferente;
afinal, a indiferença é muito melhor que um tapa na cara.
e eu, - as vezes - adoro sim, uns tapas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

a boa solidão.

A solidão já não me assusta mais; então, por gentileza, me deixe só.
Os apegos estão sendo moldados; as fissuras limitadas e os beijos bem dados.
Me deixe viver; não me sufoque com essa 'ladainha' toda. Eu vivo e quero viver muito bem, obrigada.
Tenha seus desejos; tenha suas esquisitices. Tenha tudo que quiser, mas tenha tudo isso aí, longe de mim.
Não preciso de sua bondade e muito menos da sua compaixão; e eu me divirto sim com as suas maldades - transformo-as em sutil arrogância - que sinceramente, toda mulher necessita.
A inconstância tornou-se aliada - e francamente, eu adoro isso. Então, em dias chuvosos - os meus dias prediletos -, venha para mim e não se acanhe; deite ao meu lado; faça de mim o melhor da noite. mas me deixe só, logo; a solidão não me assusta mais e a inconstância é o mais doce mistério que eu adoro ter por perto.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

aos anos.




talvez seja a propensão pelas temidas rugas ou até mesmo pela responsabilidade adquirida conforme os anos; o medo sempre é insistente - age de forma amena e maliciosa - mas não tem escapatória.
ooras!
quantos amores puros e forjados;
quantas amizades passageiras e eternas;
quantos animais amavéis adquiridos.;
quantas cidades conhecidas e desconhecidas;
festas; bares; doses de tequilas e rodadas de poker.
há muito o que viver ainda, mas o que foi vivenciado é o supra-sumo da felicidade.
os anos adquiridos com graça e ternura; me deixaram muito mais mulher.
talvez seja pelo crescimento - automático ou não - ou ainda, pelo receio de sempre permanecer o que é.
as mutações são invejáveis; as diferenças passaram a ser expectativas; tudo poderá acontecer; mas há sempre de ser tudo muito mais delicioso.

sem palavras.







hoje estou de poucas palavras - talvez pela melancolia momentânea, ou até mesmo a preguiça resistente.
as mutações deixaram de ser corriqueiras; os excessos passaram a ser limitados. passei a me apegar nas coisas mais simples; e a cortejar as madrugadas solitárias - o silêncio da noite me deixou muito mais humana e serena.
- me deixou renovada. -
os sorrisos estão mais fáceis de surgir; as conversas mais fáceis de fluir; os abraços passaram a ser mais ternos; e a vida - finalmente, passou a ser mais doce.
é como se todo o transtorno que há dias me assolava aos poucos, deixasse de ser uma grande tempestade e passasse - não sei como - para uma delicada brisa.
quero tudo se vá com a louca tempestade; já não há mais palavras; mas que permaneça apenas as delicias da vida.
que permaneça apenas as minhas delicias.

sábado, 23 de janeiro de 2010

O que se leva da vida é a vida que se leva



Tudo que tenho é tudo que preciso.
Não quero mais, nem menos.
Quero uma malandragem aguçada e uma cerveja bem gelada para me deliciar.
Não me leve a mal, mas as manifestações de dupla personalidade me excita tanto quanto um bom charuto cubano. Então, seja o que você quiser e quando quiser... fique a vontade! te acompanharei como se fosse mais uma das aventuras insanas; juro que me adapto até com os possíveis ataques esquizofrênicos.
Quero poder ter de tudo um pouco; quero poder ter tudo que me for preciso.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

as verdades não ditas.



Eu não quis nada além do que você podia me oferecer. Eu não ofereci nada além do que podia lhe dar.
Eu não queria ser nada além do que eu realmente era. Eu não queria que você fosse nada além do que poderia ser para mim.
Eu me encontrei e me perdi em você tantas vezes, que nem sei ao certo quem você foi para mim, e quem fui para você.
Eu queria cumplicidade. Eu queria a verdade. APENAS.
Não queria muito e nem pouco.
Queria o respeito. Queria o equilíbrio.
Tudo se perdeu tão rápido que me assustei no começo. Juro que fiquei horas, dias e meses, pensando - imaginando, o quanto eu não conhecia da sua força.
A sua força para lutar, para mudar, para se adequar e para tantas outras coisas que em tanto tempo ao seu lado, eu realmente não conhecia.
Sim, eu fiquei perplexa e parei no tempo.
Eu não podia respirar.
Era como se não eu sentisse os meus pés correndo ao ar livre; era como se eu não sentisse os meus lábios ao beijar um estranho após tanto tempo; era como se eu não me sentisse; era como se eu não pudesse mais te sentir.
Eu apenas parei, porque eu já não podia mais respirar.
Na realidade o que eu queria era apenas uma explicação, mas no fundo eu sabia - e sei -, que há certas coisas na vida que, simplesmente, não tem explicação. E mesmo imaginand as milhares de explicações que poderiam ser me dadas, acredito que nenhuma delas iriam mudar o rumo de tudo.
Na verdade, tudo isso me fez perceber o quanto eu tinha medo de arriscar.
Em tantos momentos tive medo de agir pelo simples fato de não saber se iria aguentar as consequencias...
É, eu tive medo de agir e te perder de mim; eu tive medo de agir e te ganhar de vez para mim.
E tudo isso me arrepiava. Deixava minha alma aflita desde quando abria os olhos pela manhã - mesmo não tendo dormido a noite toda.
Sim, eu me perdi como nunca, mas de algum modo aprendi a voltar respirar; e pretendo continuar respirando por muito mais tempo.
Mesmo com as verdades não ditas nos momentos oportunos, eu preciso continuar respirando -, eu vou continuar respirando. E todas essas verdades não ditas que há tempos eram tão relevantes, hoje talvez pela indiferença - tanto minha quanto sua -, acabaram de uma vez, se tornando insignificantes. E palavras - ou sentimentos, - insignificantes, não devem ser citados.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

como nos velhos tempos.

Como as rotinas foram alteradas - para melhor, é claro - acabei nem me espantando ao me sentar em um daqueles bares 'chinfrim'; onde sinceramente tem a cerveja é a mais gelada, o pastel o mais gostoso e a companhia mais animada.
Nem ao menos o sol tinha ido embora, o calor - como sempre - era sufocante. E eu lá, sentada, pensando em como a vida muda de sentido e de rumo. A cena era parecida como nos velhos tempos, onde eu ainda permanecia ao lado das pessoas que de alguma forma eu tinha certeza que sempre estariam - e por sorte ou alguma coisa do gênero - é claro, que lá estavam.
É tão estranho você estar ao redor de tanta gente e não sentir falta de mais nada, é maravilhoso se sentir saciada com tamanha amizade e ternura. É como se o processo de cura - ou seja lá o que for - fosse finalmente estabelecido. É como se tudo começasse a encaixar e nada mais faltasse - nadinha mesmo!
É tão estranho admitir que de certa forma, tudo parece estar certo - mesmo depois te tantas turbulências e incertezas. Tudo parece fluir...
Os desejos estão mais sensatos e reais, mas é evidente que na vida nem tudo sai de acordo com os desejos, mas não é por esta razão - ou outras - que a vida não me deixa muito mais doce e excitante.
Ainda não entendo porque - e acho que nem quero ententer - mas adoro as incertezas dos meus desejos; é muito mais afrodisíaco.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

as notáveis diferenças.

Sim, é claro que a vida nos proporciona as diversas opções para escolhermos o melhor jeito de viver.
É uma delicia viver a vida do nosso jeito - é mesmo. E vivendo deliciosamente assim, que reparamos as pequenas diferenças entre algo pequeno - realmente, pequeno - mas que transformam - com toda simplicidade - as pequenas diferenças em enormes.
Por isso, entenda - e não confunda.
Não confunda parceria com amizade.
A parceria pode acabar quando o objetivo desaparecer; a amizade persiste entre os milhões de objetivos que ainda possam surgir.
Não confunda euforia com alegria.
A euforia se esgota quando não houver mais motivos; alegria se estende por muito tempo, mesmo sem motivos.
Não confunda franqueza com sinceridade.
A franqueza será dita em momentos próprios; a sinceridade será dita nos momentos próprios e impróprios.
Não confunda acerto com vitória.
O acerto se dá por sorte ou não; a vitória se dá por sorte e perseverança para triunfar.
Não confunda ser bom com generosidade.
Ser bom se limita a interesse ; o generoso se objetiva a ser nobre.
Não confunda astuto com habilidade.
O astuto é contruída por manhas; a habilidade é construída por capacidade e inteligência.
Não confuda paixão com amor.
A paixão é estabelecida momentâneamente; o amor se constrói por diversos momentos de paixão.

Não se deixe levar por pouca coisa.
As diferenças são pequenas mas trazem muitas diferenças.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Aumentar o espírito e encorajar o coração.

Sinta-se a vontade.
Não faça perguntas bobas por que isso é de enlouquecer qualquer um - até os providos de paciência não gostam.
Deite sobre a grama, ainda gélida pela noite suavemente solitária - não tenha medo.
Respire fundo e observe.
Observe que nem tudo nada vida é como deveria ser. Sim, é claro que não devemos excluir o instinto que usamos para encorajar a cada dia o coração, mas, devemos ter a consciência que a realidade é mais próxima de nós, quanto os nossos turbilhões de sonhos.
Abra seu coração.
Almeje fervosamente o avivamento diário do espírito.
Se permita! Tenha como objetivo aprimoramente contínuo de uma personalidade estável.
Faça com que tudo vale a pena.
Não se arrependa das coisas que foram feitas.
Não se aflija com as coisas que serão feitas.
É... gosto das coisas mais simples; danço as danças mais esquisitas; entendo o mais insensível; divirto com as maiores bobagens; e sofro pelas maiores besteiras.
Não me permito explicar - Não me permito entender.
Sento, sinto e escrevo - Não na mesma ordem mas nas mesmas proporções.
O que mais quero!?
Poder querer o que eu quiser!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cartao ao amor.

Olá, tudo bem?!
Talvez não entenda de inicio o porque estou lhe escrevendo mas é um hábito criado há um certo tempo para expressar qualquer tipo de sentimento quando me encontro um tanto quanto sufocada.
Bem, há certo tempo nos encontramos e você não me disse nada - apareceu do nada como desde o começo - e isso até hoje me deixa irritada.
Sei, que você as vezes não tem culpa - se tiver, também não me importo - mas, queira demorar para chegar da próxima vez, por gentileza?
Não é que não gosto de estar contigo.. mas é que o nosso colega - o coração - já está bem cansado de sempre que você vai embora, limpar toda a sujeira que acaba deixando para trás; por mais que não seja sua culpa, entenda que há mágoas que simplesmente não deixam de existir.
Sim, estou só lhe escrevendo pois ainda não estou sentindo sua falta... Mas daqui um tempo talvez eu tenha a necessidade de te olhar de longe; mas por enquanto: não, por favor.
É evidente que tens irritado comigo nos últimos tempos, afinal, quando passa por mim não o vejo mais como um grande amigo - os meus sentimentos são tão mutantes quanto os seus quando se encontra com a paixão pelo caminho.
Não quero que me leve a mal...
Nesse período que você foi embora, acabei adquirindo uma certa intimidade com os destilados; eles passaram a me deixar muito mais avivada.
Me perdoe por qualquer coisa; mas é que ainda nada mais importa.

Um beijo enorme,

Indiferença.


ps. Não me esqueça.

tenha dó.

Não é porque não te vejo ou por que não te beijo é que deverá ser assim... Não ignore o verdadeiro significado das coisas.
~
Não ria de algo que não seja realmente engraçado.
Não sorria de algo que não seja realmente agradável.
Não sinta de algo que não seja realmente sensato.
Não sinta falta de algo que não tenha falta.
Não fale algo que não deveria ser dito.
Não ame algo que não vale a pena ser amado.
Não sinta; não pense; não fale. Deixe ser como está...
É tão bom não fazer sentido - é tão bom ser sem sentido.
Não ignore os sentidos das coisas que a vida lhe oferece.
Não me ignore.

boanoite.

O sono já não é tão companheiro como antes.. talvez seja a vida difícil com que ando tendo, ou ainda, a ociosidade que já se tornou hospedeira assídua que me deixam levemente excitada.
O relógio já não anda como nos dias normais de uma quinta-feira cansativa.
Deixe as coisas fluirem; as confissões feitas gradativamente são as mais sinceras e sensatas. Não force nada; as coisas providas de espontaneidade causam mais impactos do que as milimetricamente detalhadas.
Não procure me entender. Não procure minhas explicações.
Faço o que quiser e quando quiser. Não é por você e nem por ninguém que irei alterar meus planos - se isso acontecer muchacho, sinta-se levemente privilegiado - a vida que levo, me deixa delicadamente cada vez mais realista.
Sento para escrever e esqueço do mundo; o mundo que agora vejo não é tão bonito após umas boas doses de tequila.
Preciso dormir; quero fechar os olhos e sentir a anestesia deliciosa que me leva embora por algum tempo.. Já não é tão bom estar acordado.
Olhe para mim; me dê um bom beijo - bem excitante - e durma.
Boa noite meu bem.

domingo, 3 de janeiro de 2010

me diga.

Sim, eu posso ser o que você quiser que eu seja - Ultimamente estou me permitindo.
Posso ser cada dia de um jeito, posso fazer cada dia de um jeito; eu posso ser o que eu quiser.
Posso ser boa demais para viciar;
posso ser ruim até querer muito mais de mim;
posso ser divertida durante horas.

Quero poder tocar seu coração;
Quero poder rir de você até enjoar;
Quero as massagens que faça me arrepiar da cabeça aos pés.

Preciso de sentimentos...

Quero um abraço forte me faça sentir falta de ar;
Quero um beijo insinuante que dure a noite toda;
Quero sentir saudade até apertar o coração.

Preciso me apaixonar...

Quero me adaptar a você cada dia.
Posso ser o que você quiser.
Me diga o que quer e eu serei.
Sem mais e sem menos - Faço seu gosto, com gosto.
Só me diga o quer quer de mim e eu serei para você.

sábado, 2 de janeiro de 2010

tudo novo. - sem nada.

Sem riso, sem histórias, sem palavras, sem gestos, sem nada.
Quero tudo novo; tudo outra vez.
Não me canso de tentar - a busca pela felicidade nos leva a lugares de formas improváveis.
Não quero nada repetido, nada que faça a me retomar ao passado.
Gritei como nunca havia gritado antes - é uma delicia extravasar - Gritei para assustar toda má sorte, para que assim a felicidade não se acanhe ao se aconchegar mais sobre mim.
É uma delicia ter a felicidade afagando o rosto aos domingos entediosos.
É magnífico poder recomeçar.
Quero tudo novo de novo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

perdoai.

Talvez seja o espírito de renovação que é bem comum nesta época do ano, ou ainda, apenas a decisão de inciar o ano fazendo tudo bem diferente.
Os primeiros instantes do primeiro dia do ano iniciou de forma espontânea e alegre.
O ano acabou indo embora rápido demais - muito mais do que havia imaginado.
Sim, é evidente que todos os santos estão bem ocupados nesta época pelas mais diversas promessas - quase nunca cumpridas - mas ironicamente me deparei com uma palavra que ao menos para mim tomo como contraditória e divino - perdoar.
Foi dessa forma - e entre outras - que fiz uma promessa - não para os santos mas para mim - sim, irei perdoar.
Por mais que seja muito dificil, estranho, stressante e contraditório o ato de perdoar; é muito melhor deixar se levar pela facilidade em se viver/estar bem - mesmo podendo doer, comover, judiar... Não sentir 'culpa' quando tudo se for é fantástico.
Me dê um beijo.
Me abrace.
Tome meu perdão e vá. - Vá, pois já não me encanto com as poucas coisas -
Tome meu perdão.